9 de out. de 2008

NADA

Não espere nada de mim. Não prometo carinhos, não quero que tenhas ilusão. Não ame perdidamente, não sinta a loucura de uma paixão. Não te aproximes, não saberia corresponder. Não tenho amor. Para quê? Amor é sentimento lindo, forte, doloroso e triste. Algo que não quero mais sentir... Ocupa todos os espaços de uma mente, que se torna demente, dependente e ávida de alguém. Alguém que um dia chegou, olhou, sorriu e eu fui tudo e toda. Nesse e por esse sentimento me entreguei e me perdi. Alucinação tão forte, que esqueci que éramos duas pessoas e me dei tanto que me fiz na outra e enlouqueci. Se tornou minha vida e meu ar. Eu respirava, vivia, me aninhava naquele peito e mais me entorpecia. Vivi de fantasias, de ilusões me alimentei e trágico quando desse sonho acordei. Me vi só e tão perdida, que se desfez ali, toda uma vida. Se foi para sempre, levou meu riso, minha alegria, minha paixão... Não se entregue a mim, eu não tenho emoções... Também levou meu coração...

Um comentário:

Leliane Rocha disse...

Liy, faço minhas as palavras de Denize e Elisa que comentaram em outra poesia dizendo seus escritos tem sonoridade. Esta em particular me tocou profundamente. Às vezes, sentimos que como se não pudessemos sentir mais NADA, o que na verdade não queremos nos sentir. Só sentimos algo por outrem se conseguirmos nos sentir. Sentir primeiro que somos capazes de ir e vir das vidas dos outros. Se sentirmos que somos capazes de não nos importarmos com os outros e sermos nós.
Você em suas poesias consegue mostrar o quanto é sensível.
Parabéns!!!!

Leliane Rocha, professora de Comunicação Social - USJT/SP. 19/10/2008.