9 de out. de 2008

VAZIA

E então, lá tu estás... Sorriso belo, peito aberto: a ilusão. Chega querendo fazer parte de mim, tentando enamorar, encantar, pretendendo me fazer amar. Promete amor perfeito, emoções de explodir o peito, loucuras de paixão. Me tornar dependente dessa louca comoção, Amante sempre, a todo momento e para o eterno depois. Impõe que te sigas pela vida e moradas, Percorrendo caminhos cheios de amor nas madrugadas. Convidas para novas sensações, corpo cheio de prazer, doce melodia , linda poesia, delírios e alucinações, uma desmedida combinação. Carícias inebriantes no meio das jornadas, emaranhado de emoções sem controle, reações de pele, boiando solta no cheiro teu, Bebendo palavras tuas nos meus gestos e apetite de fome desesperada, teu suor misturado ao meu. Sinto a tentativa de abalar a maresia do coração. Corrompe, fascina, destrói e anima Esperança na existência, sol que aquece, lua que enternece, estrela guia e sinto falhar a resistência. Totalmente desprevenida me invade a tentação. Conheço o trajeto e a forte dor da desilusão. Vazia de desejos e despida de intenções, nada abala a estrutura da razão. Por amor me esgotei e assim sinto que morri. Vegeto apenas, por isso sobrevivi.

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