E então, lá tu estás...
Sorriso belo, peito aberto: a ilusão.
Chega querendo fazer parte de mim,
tentando enamorar, encantar,
pretendendo me fazer amar.
Promete amor perfeito, emoções de explodir o peito,
loucuras de paixão.
Me tornar dependente dessa louca comoção,
Amante sempre, a todo momento e para o eterno depois.
Impõe que te sigas pela vida e moradas,
Percorrendo caminhos cheios de amor nas madrugadas.
Convidas para novas sensações, corpo cheio de prazer,
doce melodia , linda poesia,
delírios e alucinações, uma desmedida combinação.
Carícias inebriantes no meio das jornadas,
emaranhado de emoções sem controle,
reações de pele, boiando solta no cheiro teu,
Bebendo palavras tuas nos meus gestos e apetite de fome desesperada,
teu suor misturado ao meu.
Sinto a tentativa de abalar a maresia do coração.
Corrompe, fascina, destrói e anima
Esperança na existência, sol que aquece, lua que enternece, estrela guia
e sinto falhar a resistência.
Totalmente desprevenida me invade a tentação.
Conheço o trajeto e a forte dor da desilusão.
Vazia de desejos e despida de intenções,
nada abala a estrutura da razão.
Por amor me esgotei e assim sinto que morri.
Vegeto apenas, por isso sobrevivi.
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