3 de dez. de 2008

CONDICIONAL

CONDICIONAL No maior momento do meu mais íntimo interior, Se faz presente unicamente corpo e alma. Desnudada e ao avesso, delirante ilusão me transporta e alço vôo à cena almejada. Olhos nos olhos, roçar de mãos, abraços... Beijo quente e cálido imagino me ameaçar. Sem regular impulsos naturais, assumiria instintos, me enlevaria sem querer recuar... Fracassaria e desabaria feito queda d´ água. No desespero minhas correntes seriam quebradas E no saborear delícias de toques suaves, não construiria limites e se desfariam as muralhas. Te necessito por isso procuro e peço, Não quero possuir apenas amar. Misto de ousada, oferecida, atrevida, saber o perigo e teimar em desejar. Sem escrúpulos, desfaria as regras, apontaria o caminho. Indicaria e me perderia tragada por emoção. Tentaria te descobrir, me faria impudica, sensual. Língua é o que o desejo usaria para falar ao coração. Te molharia, umedeceria, absorveria. A semente arrebentaria com força e impulsionaria o nascer da flor. E no desfrutar soberbo das entranhas, ofereceria holocausto ao teu divino amor.

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